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Setor produtivo de Santa Catarina se une contra aumento da energia elétrica

15/08/2018 às 11h01 - Atualizado em 15/08/2018 às 11h04

Por Paulinho K

 Enquanto o tímido crescimento econômico impede empresas privadas de elevar preços dos seus produtos e serviços, as companhias de energia, com a ajuda de uma favorável regulação de preços, têm aprovação de reajustes muito acima da inflação. O anúncio da Celesc, segunda-feira, de que teve autorização da Aneel para elevar em 15% a tarifa de energia elétrica para a indústria pouco tempo depois da alta do gás natural atraiu duras críticas de federações empresariais catarinenses.
A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) se manifestou contra o reajuste na conta de luz por entender que é inaceitável qualquer aumento de preços administrados num momento de recuperação da economia. 
– As empresas absorvem esse custo que é fixo e se tornam menos competitivas – alerta o vice-presidente de Indústria da Federação, André Gaidzinski. 
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, esse pesado reajuste dos principais insumos do setor pressiona custos de produção, vai prejudicar a retomada do crescimento e derrubar a competitividade do setor. 
– Essa alta, muito acima da inflação, vai entrar em vigor dois meses após o salto de 26% no preço do gás natural, que já trouxe problemas para o setor produtivo. Isso ocorre num momento em que a indústria, já afetada por embargos a produtos importantes de nossa pauta de exportação e pela greve dos caminhoneiros, faz um grande esforço para retomar o nível de atividade – explica o empresário.
Gaidzinski avalia que esses reajustes são estrondosos e, especialmente no caso da energia elétrica, com tarifa maior o governo estadual arrecada mais ICMS do setor. 
– Sempre a conta vai para o empresário pagar, o governo não é solidário. Na realidade, é egoísta, alheio e afastado do setor produtivo onde aumenta a ineficiência, piora o atendimento ao cidadão usuário e a corrupção fica cada vez mais aparente em um modelo de gestão baseada em empregar membros de partidos coligados levando ao caos administração pública – afirma Gaidzinski. 
Embora as normas do setor energético visam o equilíbrio do serviço, as altas acima da inflação, em tempos de crise, geram problemas e manifestações contrárias. 

NSCTotal/ Estela Benetti

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