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MPSC abre inquérito para apurar plano de segurança contra incêndios no Hospital Celso Ramos

09/10/2019 às 06h35 - Atualizado em 09/10/2019 às 06h38

Por Paulinho K

 O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu inquérito para apurar a falta de um plano de segurança contra incêndios no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis. A investigação foi aberta na quinta-feira (3) e a Promotoria de Justiça deu o prazo de 10 dias para que o estado se manifeste. A Secretaria de Estado da Saúde disse em nota que vai apresentar as respostas dentro do prazo solicitado.

Vistorias e plano
A falta de um plano de segurança já tinha sido constatada pelos bombeiros durante vistorias em abril e julho desse ano, quando o hospital foi notificado e multado. Na época, os bombeiros também encontraram extintores de incêndios vazios e fora do prazo, bem como saídas de emergência trancadas, entre outros problemas.

O plano contra incêndios, segundo o gerente de fiscalização Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Fernando Hayashi, é indispensável para o funcionamento de uma edificação do porte do hospital. "Não havendo esse plano, você também não consegue a emissão do documento para utilizar a edificação", explicou.

O plano de segurança poderia ter sido acionado em 24 de setembro, quando um princípio de incêndio atingiu o hospital. As chamas começaram numa sala de equipamentos eletrônicos e foram rapidamente controladas. Mas a fumaça acabou se espalhando para outros setores - inclusive para a emergência, que teve de ser evacuada.

Isso, segundo o arquiteto, poderia ter sido evitado. "O correto é que ele tenha um sistema para direcionamento dessa fumaça. Nós temos escadas protegidas contra incêndio, portas corta-fogo. Então todo o planejamento do sistema vai abarcar esses sistemas de prevenção para evitar que a fumaça se espalhe na edificação", disse Hayashi.

O Ministério Público ainda fala que no Hospital Celso Ramos também falta o habite-se, um documento em que se atesta que o local tem condições de segurança.

Até semana que vem, a Secretaria da Saúde precisa apresentar as providências que tomou para regularizar a situação. O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina informou que as informações solicitadas à corporação serão repassadas ao MP e à Secretaria, conforme prazo do inquérito.

Emergência do Hospital Celso Ramos foi interditada após princípio de incêndio em setembro — Foto: Julio Ettore/Divulgação

G1 SC

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