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MP de Santa Catarina recebe quatro denúncias contra João de Deus

07/01/2019 às 17h39 - Atualizado em 07/01/2019 às 17h42

Por Paulinho K

 Desde o início da onda de acusações contra João Teixeira de Faria, o João de Deus, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contabilizou quatro denúncias de supostos abusos sexuais contra o médium. O primeiro relato foi registrado em 14 de dezembro no Estado. O MPSC não passa informações sobre local, idade e teor dos relatos para preservar as vítimas. As denúncias foram enviadas ao MP de Goiás.

Quando começaram os relatos de supostos casos de assédio sexual contra o médium, foi montada uma força-tarefa do MP. Em SC, a orientação é que os promotores das áreas criminal e de defesa da mulher colham os depoimentos e encaminhem ao Centro de Apoio Operacional Criminal (CCR), que depois envia ao MP de Goiás. Os depoimentos podem ser feitos na Promotoria de Justiça mais próxima.
Além das quatro denúncias feitas ao MP, duas mulheres que moram em Santa Catarina registraram, na segunda semana de dezembro, boletins de ocorrência contra o médium. De acordo com o delegado Adriano Bini, responsável pela regional de São Miguel do Oeste, as mulheres procuraram a delegacia da cidade - que atende, ao todo, 27 municípios da região.

De acordo com a polícia, as duas mulheres foram em momentos diferentes até a delegacia e relataram terem sido vítimas de suposto abuso sexual cometido pelo médium quando estavam em viagem na cidade de Abadiânia, em Goiás. De acordo com o delegado Bini, ambos os boletins de ocorrência e declarações foram encaminhados eletronicamente para a Polícia Civil de Goiás, que é a responsável pelas investigações.

A defesa de João de Deus diz que ainda não teve acesso às denúncias.

Médium está preso desde 16 de dezembro
Neste sábado, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF), em que reafirma a necessidade de manutenção da prisão preventiva do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus. Ela sugere que o pedido liminar da defesa para prisão domiciliar humanitária seja indeferido.

João de Deus é acusado pela prática de crimes de exploração sexual e estupro e está preso desde 16 de dezembro.

Por Agência Brasil/ Foto: Pedro Ladeira / AFP

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