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Maioria dos brasileiros quer educação sexual e discussão sobre política nas escolas, diz Datafolha

08/01/2019 às 08h27 - Atualizado em 08/01/2019 às 08h49

Por Paulinho K

 Para a maioria da população brasileira, as escolas devem tratar de educação sexual e promover discussões sobre política dentro de sala de aula, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (7) pelo jornal Folha de S.Paulo. A prática é criticada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, que diz ser contra a abordagem dos temas em escolas.

O Datafolha aponta que 71% dos brasileiros é a favor de discussões sobre política nas escolas, 28% discorda e 1% não sabe. Dos 28% contra, 20% dizem discordar totalmente e outros 8% discordam em parte.

O percentual que apoia a inclusão em sala de aula de debates sobre política é maior do que a rejeição entre todos os recortes analisados pelo instituto de pesquisa, seja por idade, renda, religião ou preferência partidária.

Quanto mais escolarizado é o entrevistado, maior o apoio ao debate sobre política em sala de aula. Das pessoas com Ensino Superior, 83% concorda com trazer o tema para as escolas.
A educação sexual tem menor consenso entre os brasileiros. Quando questionados se são a favor ou contra falar de sexualidade em sala de aula, 54% dos entrevistados se posicionaram a favor, 44% contra e 1% não sabe. Há uma grande polarização: enquanto 35% das pessoas concordam totalmente em falar do assunto nas escolas, outros 35% são totalmente contra.

Os únicos grupos sociais em que a maioria rejeita falar de sexualidade em sala de aula são quem votou em Bolsonaro (54%) e evangélicos (53%).

O Datafolha entrevistou 2.077 voluntários em 130 municípios em 18 e 19 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O combate à abordagem a esses temas em instituições de ensino tem sido buscado por meio de diferentes propostas de lei que circulam em esferas municipais e estaduais. Em âmbito federal, o projeto Escola sem Partido chegou a ser levado à comissão especial instituída na Câmara dos Deputados para debatê-lo e votá-lo, mas os trabalhos foram encerrados em início de dezembro sem que fosse votado.

Por GaúchaZH/ Foto: Daniel Conzi / Agencia RBS

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