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Febre amarela: estados do Sul e Sudeste têm vacinação abaixo da meta

15/02/2019 às 17h16 - Atualizado em 15/02/2019 às 17h25

Por Paulinho K

 Dados divulgados nesta quinta-feira (14), pelo Ministério da Saúde revelam que cerca de 36,9 milhões de pessoas no Sudeste e 13,1 milhões no Sul do país ainda não se vacinaram contra a febre amarela.

“Apesar de os estados do Sul e Sudeste já fazerem parte da área de recomendação para a vacina, todos os estados ainda registram coberturas abaixo da meta 95%”, informou a pasta.

Em nota, o ministério destacou que quem não mora no Sul, mas vai viajar para esta região, ou para o Sudeste, também deve ser imunizado contra a febre amarela. Nesse caso, a orientação é tomar a dose pelo menos 10 dias antes da viagem. O reforço na recomendação se dá porque, atualmente, há registro da circulação do vírus nessas regiões.

A vacina
A dose contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional de Vacinação e distribuída mensalmente a todos os estados. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema de dose única da vacina, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), respaldada por estudos que asseguram que uma dose é suficiente para a proteção por toda a vida.

O público-alvo são pessoas de 9 meses a 59 anos de idade que nunca tenham se vacinado ou que não dispoõem do comprovante de vacinação. Atualmente, fazem parte da área de recomendação todos os estados do Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, além do Maranhão, alguns municípios da Bahia, do Piauí e de Alagoas.

Casos
Dados do Ministério da Saúde mostram que, de julho de 2018 a 7 de fevereiro deste ano, foram notificados 834 casos suspeitos de febre amarela, sendo que 679 foram descartados, 118 permanecem em investigação e 37 foram confirmados. Destes, nove foram óbitos.

Apresentaram casos confirmados os estados de São Paulo (35) e do Paraná (2). A maior parte dos casos ocorreu na região do Vale do Ribeira (litoral sul de São Paulo, perto da divisa com o Paraná). Todos os óbitos ocorreram no estado de São Paulo, nos municípios de Caraguatatuba (1), Iporanga (2), Eldorado (3), Jacupiranga (1) e Sete Barras (1). O local provável de infecção de um dos óbitos permanece em investigação.

Em Santa Catarina a previsão era de que 3,3 milhões de pessoas fossem vacinadas desde o início da campanha.

Antes, 162 municípios catarinenses já integravam a Área de Recomendação de Vacinação (ACRV) contra febre amarela. A ampliação da vacinação para os demais municípios está sendo realizada de forma gradativa, em seis etapas, com início em setembro de 2018 e previsão de término em fevereiro de 2019. O cronograma de vacinação foi divulgado nesta quarta-feira pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive-SC).

Quem já tomou uma dose da vacina não precisa tomar uma nova, já que, desde abril de 2017, a recomendação do Ministério da Saúde é de dose única.

Nos municípios catarinenses em que a ação de ampliação estiver ocorrendo, conforme o cronograma, a vacina contra a febre amarela será oferecida nas unidades de saúde. Nos demais municípios, a vacinação vai continuar nas unidades de referência, para evitar a perda de doses – após abertura do frasco, a utilização da vacina deve ocorrer em até, no máximo, seis horas. Ou seja, independentemente do calendário, quem não tomou a vacina pode procurar a unidade de saúde a qualquer momento.

A única forma de evitar a febre amarela é através da vacinação.


Cronograma de ampliação da vacinação:
- Setembro/2018 (Joinville, Araquari, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Garuva, Itapoá, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú)

- Outubro/2018 (Jaraguá do Sul, Corupá, Guaramirim, Massaranduba, Schroeder, Blumenau, Timbó, Indaial, Pomerode, Rio dos Cedros)

- Novembro/2018 (Apiúna, Botuverá, Brusque, Gaspar, Gabiruba, Ascurra, Doutor Pedrinho, Rodeio, Benedito Novo, Agrolândia, Agronômica, Atalanta, Aurora, Braço do Trombudo, Chapadão do Lageado, Dona Emma, Ibirama, Imbuia, Ituporanga, José Boiteux, Laurentino, Lontras, Mirim Doce, Petrolândia, Pouso Redondo, Presidente Getúlio, Presidente Nereu, Rio do Campo, Rio do Oeste, Rio do Sul, Salete, Santa Terezinha, Taió, Trombudo Central, Vidal Ramos, Vitor Meireles, Witmarsum, Balneário Piçarras, Ilhota, Luiz Alves, Penha)

- Dezembro/2018 (Itajaí, Balneário Camboriú, Bombinhas, Camboriú, Itapema, Navegantes, Porto Belo, Angelina, Antônio Carlos, Biguaçu, Canelinha, Leoberto Leal, Major Gercino, Nova Trento, São João Batista, Tijucas)

- Janeiro/2019 (Águas Mornas, Alfredo Wagner, Anitápolis, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Palhoça, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, São José, São Pedro de Alcântara)

- Fevereiro/2019 (Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Ermo, Jacinto Machado, Maracajá, Meleiro, Morro Grande, Passo de Torres, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, São João do Sul, Sombrio, Timbé do Sul, Turvo, Capivari de Baixo, Gravatal, Jaguaruna, Pedras Grandes, Sangão, Treze de Maio, Tubarão, Garopaba, Imaruí, Imbituba, Laguna, Paulo Lopes, Pescaria Brava, Armazém, Braço do Norte, Grão Pará, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, São Ludgero, São Martinho, Balneário Rincão, Cocal do Sul, Criciúma, Forquilhinha, Içara, Lauro Muller, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Orleans, Siderópolis, Treviso, Urussanga.)


Situação da febre amarela em SC
Desde o início deste ano, um caso da doença foi confirmado, que foi a morte da moradora de Gaspar em janeiro, mas a doença foi contraída em viagem a São Paulo. No ano passado inteiro, foram 17 casos suspeitos em SC, todos descartados.

Alerta
Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em humanos no período entre dezembro de 2018 e janeiro deste ano, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado nesta semana pela OMS.

“Embora seja muito cedo para determinar se este ano apresentará os altos números de casos em humanos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade.

Arquivo/Agência Brasil

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