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Em nova audiência, Senado debate indenização a familiares de vítimas do acidente da Chape

14/08/2019 às 13h09 - Atualizado em 14/08/2019 às 13h11

Por Paulinho K

 Uma nova audiência pública no Senado Federal será realizada com o objetivo de encontrar soluções para que os familiares das vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, em 29 de novembro de 2016, sejam indenizados. Até o momento, ninguém foi responsabilizado judicialmente.

O assunto do debate não é novidade. Em 18 de junho, um encontro foi realizado para cobrar respostas e contou com a presença apenas dos familiares das vítimas da tragédia.

Para a segunda audiência, marcada para a manhã desta quinta-feira, às 10h (horário de Brasília), a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado, convidou, além dos parentes, os jogadores que sobreviveram à queda, o primeiro-secretário da embaixada da Bolívia, os representantes da Aeronáutica Civil da Colômbia, CBF, Conmebol, Comando da Aeronáutica, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Economia, BISA Seguros, LaMia, entre outras autoridades.


A tragédia
O avião que transportava a delegação da Chape para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana caiu na madrugada do dia 29 de novembro de 2016. O acidente causou a morte de 71 pessoas, entre jogadores, dirigentes, funcionários, convidados, jornalistas e membros da tripulação. O zagueiro Neto, o lateral Alan Ruschel e o goleiro Follmann foram os únicos atletas que sobreviveram. Além dele, Rafael Henzel também foi encontrado com vida - o narrador da Rádio Oeste Capital faleceu em março, vítima de infarto enquanto jogava futebol.


O relatório
Em 27 de abril de 2018, a Aeronáutica Civil da Colômbia divulgou o relatório final sobre o acidente. A conclusão é que faltou combustível para chegar a Medellín e que a empresa aérea LaMia fez gestão de risco inadequada.

Entre as principais conclusões apresentadas estão:

40 minutos antes do acidente, o avião já estava em emergência e a tripulação nada fez. Houve indicação, luz vermelha e avisos sonoros na cabine. "A tripulação descartou uma aterrissagem em Bogotá ou outro aeroporto para reabastecer", diz o documento.
o controle de tráfego aéreo desconhecia a "situação gravíssima" do avião.
a tripulação era experiente, com exames médicos em dia.
o contrato previa escala entre Santa Cruz e no aeroporto de Medellín, mas a empresa planejou voo direto.
a LaMia estava em situação financeira precária e atrasava salários aos funcionários. A empresa sofria de desorganização administrativa.
a LaMia não cumpria determinações das autoridades de aviação civil em relação ao abastecimento de combustível. Quando foi apresentado o relatório preliminar, já havia sido destacado que o piloto estava consciente de que o combustível que tinha não era suficiente. O piloto, Miguel Quiroga, “decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro", onde o avião caiu.
a Colômbia deve melhorar controles sobre voos fretados.

Por GloboEsporte.com — de Chapecó (SC)

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