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Eleições 2018: Candidatos à Presidência buscam votos em Santa Catarina

06/09/2018 às 09h22 - Atualizado em 06/09/2018 às 09h29

Por Paulinho K

 Com o início do horário eleitoral gratuito, os candidatos à Presidência da República devem intensificar estratégias e visitas de campanha em Santa Catarina com o objetivo de conquistar os pouco mais de 5 milhões de eleitores do Estado.

Alguns deles já estiveram em solo catarinense, como Ciro Gomes (PDT), que visitou Lages no dia 31 de agosto. Outros estão programando as visitas para a segunda quinzena de setembro, já na reta final da campanha, tal como Guilherme Boulos (PSOL).

— De 90 dias disponíveis, para visitar o país, agora os políticos têm só 45. Eles dão prioridade aos grandes centros, como São Paulo, Curitiba, Bahia. Santa Catarina está em um segundo plano — diz o professor de sociologia política, Sérgio Saturnino Januário, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Além da limitação de tempo, há redução nos recursos oficiais das campanhas que passaram a ser controlados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após a minirreforma aprovada em 2017. Agora, o teto de gastos está limitado a R$ 70 milhões pelos presidenciáveis.

Com isso, é preciso sincronizar muito bem as agendas, considerando inclusive eventualidades como condições de trânsito, chuva, atrasos em aeroportos e até doenças que possam atingir os candidatos.

— Antes, se o candidato viesse para Santa Catarina, ficava quatro, cinco dias. Agora, faz "voo rasante". Isso quando não chega aqui e já vai no mesmo dia. Muitas vezes, chega já com a cabeça em outro lugar — diz Januário.

Eleitores catarinenses
De acordo com o TSE, o número de eleitores em Santa Catarina equivale a apenas 3,44% do total do país. Para conseguir alcançar os eleitores fora das grandes cidades, os candidatos apostam em outras alternativas para conquistar os eleitores, como a atuação da militância e a divulgação das propostas em outros meios de comunicação, além da rádio e televisão.

— Os candidatos convidam o eleitor a ir até eles, no Facebook, no site, nas redes sociais — frisa Januário, que também ressalta que outra estratégia é a participação em sabatinas organizadas por veículos de comunicação.

A reportagem entrou em contato com as assessorias dos nove presidenciáveis com maior representatividade. Nenhum responsável pela campanha de Jair Bolsonaro (PSL) foi encontrado para falar sobre o tema. A assessoria de Geraldo Alckmin também foi procurada, mas não respondeu ao contato.

Alvaro Dias (Podemos)
Segundo o coordenador de campanha de Alvaro Dias, Gustavo Castro, o candidato tem participado de vários eventos em SC. A divulgação das propostas tem sido feita, além da propaganda em rádio e TV, com a ajuda de voluntários e apoiadores, sobretudo pela internet.

Cabo Daciolo (Patriota)
Segundo o presidente do Patriota no Estado, Aílson Barroso, o candidato ainda não tem agenda fechada em Santa Catarina. Ele acredita, porém, que Cabo Daciolo participará de atos de campanha em SC, para reforçar o fato de ser natural de Florianópolis. Ainda não há data confirmada.

Ciro Gomes (PDT)
Desde que iniciou a corrida eleitoral, ele esteve em Santa Catarina uma vez. Foi a Lages no dia 31 de agosto. Segundo a direção de campanha, o Estado é muito importante para a estratégia do candidato, pois acredita que os eleitores catarinenses vão se identificar com as propostas para o setor de cooperativismo e inovação. Uma das apostas de Ciro Gomes para conquistar os eleitores é o trabalho do presidente da legenda no Estado, Manoel Dias, que deve percorrer Santa Catarina, em busca de votos e parcerias, em nome do candidato.

Guilherme Boulos (PSOL)
A organização da campanha informou que o candidato deve fazer pelo menos uma visita a Santa Catarina, até o fim de setembro. Boulos espera que as candidaturas locais impulsionem o projeto nacional do PSOL. O comitê central informou que tem recebido bons retornos dos correligionários catarinenses a respeito da divulgação das propostas do partido para a Presidência da República.

Henrique Meirelles (MDB)
De acordo com o comitê de campanha, o ex-ministro da Fazenda deverá vir a Santa Catarina na segunda quinzena do mês de setembro, para participar de eventos no Estado. Ele acredita que poderá angariar votos com a ajuda de outros candidatos do MDB em Santa Catarina. Além disso, a partir do dia 10, cabos eleitorais devem ir às ruas para distribuir materiais de divulgação das propostas aos eleitores.

Fernando Haddad (PT)
Segundo a coordenação da campanha em Santa Catarina, os apoiadores de Lula vão seguir a orientação nacional, que defende a pauta "Lula inocente, Lula livre, Lula presidente". A divulgação das propostas deve ser feita com o auxílio de cabos eleitorais e eventos pelo Estado.

Marina Silva (Rede)
A assessoria informou que ela esteve em SC antes do início da campanha oficial. Até esta quarta-feira, não havia previsão de novas visitas. A campanha está focada no momento em participar de eventos com a imprensa. O partido aposta que as propostas de governo de Marina Silva sejam divulgadas pela candidatura de Rogério Portanova.

Foto/ Divulgação - Internet

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