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Burocracia trava resolução das cirurgias eletivas

13/06/2018 às 08h58 - Atualizado em 13/06/2018 às 09h06

Por Paulinho K

 O deputado estadual Serafim Venzon (PSDB) organizou uma reunião entre o governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) e os secretários de saúde de municípios da Grande Florianópolis. A comitiva expôs ao governador os problemas enfrentados na saúde das cidades, como a burocracia e a demora para resolução das cirurgias eletivas.

Recentes alterações no sistema da Secretaria de Estado da Saúde travaram ainda mais a fila para as cirurgias eletivas. Com as novas regras, o posto de saúde, passa a ser obrigatoriamente, a única porta de entrada das pessoas que precisam de atendimento público. O paciente tem que aguardar na fila para ser visto por um clínico geral de uma Unidade Básica de Saúde. “Quando a gente está de longe, vendo números é uma coisa. Outra é quando atendemos o paciente. Esse sistema inflou ainda mais uma fila de espera já sobrecarregada. O Sistema não está valorizando a sensibilidade humana e nem a relação médico/paciente”, lamenta Venzon.

A insatisfação é compartilhada pelos secretários municipais. Major Gercino, por exemplo, tem uma fila pequena para cirurgias, que poderia ser resolvida facilmente. “A região tem um potencial cirúrgico grande. Precisamos aproveitar esse potencial”, garante Venzon, que afirma que hospitais como o de Camboriú e Nova Trento não utilizam toda sua estrutura porque são barrados pelo Estado.


A comitiva mostrou ao governador a necessidade de dar mais autonomia ao secretário municipal. “Os secretários estão com as mãos atadas. Não conseguem decidir se resolvem ou não um pedido de autorização para cirurgias”, afirma Venzon.

As novas regras também dificultam o atendimento de consultas médicas oferecidas pelos sindicatos de classe. Só Brusque tem em torno de 18 sindicatos e 40 mil associados. A estimativa é que em Santa Catarina, 40% dos atendimentos públicos eram feitos por sindicatos. “O SUS está desperdiçando esses parceiros sociais. Quem poderia ser atendido em sindicatos, hoje tem que ir para o posto de saúde, onde já tem uma fila enorme”, garante.

A reunião foi positiva. “Muito provavelmente a intenção do governador é atender o pedido, tanto é que convocou a presença do secretário Acélio Casagrande para participar”.

Foto/Acessoria de Imprensa

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