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Bebê morto em São João Batista teve transferência para Florianópolis negada, diz hospital

04/01/2019 às 09h14 - Atualizado em 04/01/2019 às 09h18

Por Paulinho K

 A direção da Associação da Rede Beneficiência Cristã, responsável pelo Hospital Monsenhor José Locks, se manifestou sobre o caso do bebê de oito meses que morreu na tarde desta quarta-feira, 2, durante atendimento na instituição, em São João Batista.

No comunicado, a entidade diz que já foi aberta uma sindicância interna para apurar o que aconteceu com a criança.

De acordo com a nota, o bebê deu entrada no hospital de São João Batista às 9h17 desta quarta-feira. A criança foi triada pela equipe de enfermagem às 9h21, com sinais vitais estáveis e foi consultada pelo médico às 9h30. Na consulta, foram solicitados exames complementares como radiografia do tórax e abdominal.

Após os exames, o menino foi diagnosticado com broncopneumonia lobar. Por se tratar de um bebê, o hospital informa que entrou em contato com a equipe de pediatria do Hospital Infantil em Florianópolis, entre 9h30 e 10h, solicitando transferência, que foi negada pelo hospital da capital.

A nota diz ainda que com a negação da vaga, o bebê foi internado no hospital de São João Batista, com diagnóstico de pneumonia, onde foi iniciado o tratamento com antibiótico.

Por volta das 12h53, o menino apresentou complicação do quadro, com febre alta, dificuldade respiratória e queda da oxigenação. O hospital informa que ele foi imediatamente encaminhado para a Sala de Emergência para ser acompanhado por dois médicos.

Logo após, a equipe do hospital entrou em contato com o Hospital Infantil, informando a evolução do caso e a transferência foi autorizada. A nota diz que o Samu foi acionado diversas vezes para fazer a transferência, porém, só atendeu a solicitação após a intervenção da Polícia Militar, que foi acionada pela direção do hospital.

O bebê apresentou piora do quadro, que evoluiu para parada cardiorrespiratória. Por volta das 14h30, o Samu chegou ao hospital. No momento, o paciente teve mais três paradas cardiorrespiratórias. O hospital informa que ele foi atendido por três médicos e toda a equipe trabalhou para sua reanimação, entretanto, ele não resistiu e morreu às 15h28 desta quarta-feira.

“A direção sente a perda deste e de qualquer paciente que passe pelo atendimento da equipe que atua junto ao Hospital e afirma que sim, as vidas são muito mais importantes, por isso busca-se trabalhar com ética e comprometimento em todas as situações”, finaliza o comunicado.

Fonte: O Município

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